Segunda, 22 Março 2021 11:14

NUCLEP INAUGURA LINHA DE PRODUÇÃO DE TORRES DE TRANSMISSÃO E ENTREGA OS ÚLTIMOS ACUMULADORA PARA ANGRA 3

Reprodução: Petronotícias

Uma nova jornada de sucesso. A Nuclep inaugurou nesta sexta-feira (19) sua linha de produção de torres de transmissão. Agora, a empresa poderá produzir, no auge, até 35.000 toneladas de estruturas metálicas por ano. Esse volume possibilitará a instalação anual de 1.500 km de linhas de transmissão no país. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, representou o governo federal na cerimônia de inauguração na fábrica da companhia, em Itaguaí (RJ). Havia a expectativa da presença de Jair Bolsonaro no evento, mas o presidente permaneceu em Brasília. O evento também marcou a entrega dos dois últimos acumuladores para a usina de Angra 3, de um total de oito. Os equipamentos são tanques com 14,2 metros de comprimento e 22 toneladas, que são utilizados no resfriamento do sistema primário do reator nuclear.

Durante o evento, Albuquerque destacou a importância estratégica da Nuclep para os segmentos de defesa e nuclear. “A empresa fornece equipamentos para Marinha do Brasil, construindo cascos de submarinos, e presta serviços para as usinas nucleares no Brasil, fazendo vasos e reatores. Ou seja, é uma empresa importante para o país”, afirmou.

O ministro também elogiou a gestão da Nuclep, que é presidida atualmente pelo contra-almirante Carlos Henrique Seixas. “É uma empresa que se reestruturou e cresceu muito nos últimos dois anos. Nós acreditamos que vai continuar prestando relevante serviço para a economia do Brasil, para a indústria nacional e para as Forças Armadas”, avaliou. Albuquerque lembrou ainda que o Brasil deve instalar até 55 mil km de linhas de transmissão nos próximos cinco anos e que a Nuclep certamente irá fornecer uma boa parcela dessas torres.

Entrega do Acumulador para a usina de Angra 3

Ao falar sobre a entrega dos últimos acumuladores para Angra 3, Albuquerque voltou a destacar que o governo tem intenção de aumentar a presença da fonte no país. “A nossa meta é aumentar a participação da energia nuclear em nossa matriz energética, posicionando o Brasil como ator internacional relevante nesse restrito mercado. E a Nuclep, como uma das primeiras empresas estratégicas de defesa nacional, dona do seu próprio terminal marítimo e estrategicamente localizada às margens da Baía de Sepetiba, terá um papel proeminente nesta retomada do Programa Nuclear Brasileiro”, finalizou Albuquerque.

Estiveram presentes também na cerimônia o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Carlos Ciocchi, o presidente da Nuclep, Carlos Henrique Seixas, diretores da empresa, e o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães.