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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Primeiro Ministro Francês encerra visita ao Brasil conhecendo a obra da UFEM em Itaguaí

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Numa visita de apenas quatro dias que o levou a Brasília, São Paulo e Rio o primeiro ministro francês veio acompanhado de uma grande comitiva de alto nível composta de 28 empresários, dez parlamentares e três ministros de estado. Adicionalmente um conjunto de 25 jornalistas franceses veio junto para cobrir a visita. A ênfase desta visita está claramente centrada nas grandes oportunidades dentro dos programas de reequipamento das forças armadas brasileiras. Na quinta-feira Fillon se encontrou com a Presidente Dilma mas não conseguiu extrair dela qualquer novo comprometimento público do governo brasileiro com a escolha do caça francês Dassault Rafale. Este modelo no governo anterior havia sido apontado como o “preferido” nesta concorrência.

Na tarde de sábado, sob um tempo instável e incoberto por nuvens negras (ironicamente uma metáfora involuntária mas apropriada para o atual clima econômico europeu) o primeiro ministro francês foi recebido na fábrica da Nuclep, em Itaguaí a oeste da capital carioca, pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, e pelo Comandante da Marinha, Almirante Moura Neto. A presença do presidente da DCNS Patrick Boissier na comitiva demonstra que o estaleiro francês conta com o apoio do governo francês para tentar capturar não somente o programa Prosuper para cinco fragatas, cinco navios-patrulha oceânicos e um navio logístico mas também o contrato para o projeto e posterior construção dos dois futuros navios aeródromos brasileiros. Além da DCNS, também a Thales, entre outras empresas francesas, se fez presente por seus executivos no evento.

Após assistir um curto vídeo explanatório sobre o programa Prosub, Fillon foi levado a conhecer o galpão da Nuclep onde estão sendo construídas as “seções de teste” que permitirão a certificação da indústria brasileira, e do seu pessoal, para a construção dos segmentos de casco definitivos destinados aos quatro submarinos S-BR encomendados pela Marinha do Brasil. As “seções de teste” são cilindros do diâmetro do casco dos S-BRs, mas com uma largura de aproximadamente um metro.

Dentro da Nuclep, as várias chapas de aço serão curvadas em um maquinário pesado chamado de calandra e em seguida, elas serão soldadas formando grandes seções cilíndricas. No seu interior será soldado um anel estrutural com perfil em forma de “T”. Concluída esta etapa inicial as seções prontas serão transferidas para o prédio da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) que se encontra em construção anexo ao terreno da Nuclep. Ali, ocorrerá o “pre-outfitting”, com toda a estrutura interna, incluindo os conveses, as anteparas dos compartimentos internos, as portas estanques, além das tubulações que serpenteiam pelo interior do submarino serão instaladas antes das seções prosseguirem para o edifício de completamento dos navios na “Área Sul”, do outro lado do túnel. A estrutura do prédio principal da compõe a UFEM já está quase completa, o concreto do piso devendo ser colocado em breve. O edifício do almoxarifado, construído ao seu lado, já se encontra praticamente pronto.

Enquanto isso, no estaleiro de Cherbourg da DCNS, a metade dianteira do primeiro de quatro submarinos SBR já se encontra bem avançada na sua construção. È nela que estão sendo treinados os técnicos e engenheiros brasileiros que, ao voltar ao país, serão responsáveis pela construção de todos os demais cascos e módulos a serem montados no novo estaleiro de Itaguaí.

Na movimentação das comitivas brasileira e francesa foram empregados dois UH-14 (AS532) Super Puma e ainda o primeiro UH-15 (EC-725) do Esquadrão HU-2 (7071, 7074 e 7101), além de um Esquilo do HU-1 (7084).