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início das obras de Angra I

Linha do Tempo 

A história da NUCLEP contada como parte do desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro

 

O cenário mundial apontava para a necessidade de alternativas de energia diante das crises e guerras travadas pelo petróleo. A importância da pesquisa no setor nuclear representava garantia de força militar, o que fez o Brasil investir nesse campo e fazer frente as grandes potências.

A tecnologia nuclear trouxe grandes avanços e investimento em pesquisa de ponta. O uso bélico desta tecnologia em armas nucleares e sua forte capacidade destrutiva, demandou um rígido controle e fiscalização por parte das forças da nação.

A fundação da fábrica trouxe consigo a capacidade produtiva para o setor e uma independência de outras nações que antes dominavam a tecnologia. Passamos a fabricar peças e equipamentos que permitem o avanço nesse campo entendido tanto como energético como de defesa.

Listamos cronologicamente os fatos e projetos que revelam um pouco do passado e evidenciam a atual importância da NUCLEP para o futuro da nação.

 

1934

  •  Criação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), na época vinculado ao Ministério da Agricultura.
  •  Criação da Universidade de São Paulo (USP): os estudos se concentraram em radiação cósmica, radioatividade e problemas de física teórica.

1940 – Cooperação para prospecção de minerais físseis entre Brasil e EUA.

1945 – 1º Acordo atômico relativo à venda de minerais radioativos aos EUA (secreto).

1946 – Criada a Comissão de Energia Atômica na ONU.

1947 – Criação da Comissão de Estudos e Fiscalização de Minerais Estratégicos para o controle das exportações de minerais radioativos.

1949 – Fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) por um grupo de cientistas brasileiros. As principais linhas de pesquisa eram raios cósmicos e partículas elementares.

1951 – Através da Lei 1.310, o Congresso Nacional aprova a criação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e estabelece o monopólio estatal do comércio externo de minérios atômicos, além de fixar restrições à venda. O CNPq assumiu a formulação das políticas de ciência e tecnologia no país e a coordenação dessas atividades.

1952 – Criação da Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos (CEME) no Ministério das Relações Exteriores, com a finalidade de controlar todas as atividades referentes ao aproveitamento da energia nuclear.

            • 2º Acordo atômico para venda de minerais radioativos entre Brasil e EUA.

            • Fundação do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear

1953 – Instituto de Pesquisas Energéticas (IPEN) - “Átomos da Paz”: Projeto norte-americano que visava levar benefícios da recém-descoberta tecnologia nuclear para os países aliados aos EUA.

1954 – 3º Acordo para venda de minerais radioativos para os EUA.

             • Acordo Trigo: estabelecia a troca de 5.000 toneladas de monazita, a mesma quantidade de sais de cério e terras raras do Brasil por 100.000 toneladas de trigo americano.

1955 – 4º Acordo atômico (Tório X Trigo) Brasil/EUA

            • Criação da Comissão de Energia Atômica do CNPq com o objetivo de propor medidas necessárias à utilização da energia atômica, controlar as atividades referentes a energia nuclear, elaborar instruções para o aproveitamento da energia nuclear e opinar sobre a exportação de urânio e tório.

1956 – Criação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) com a finalidade de propor medidas necessárias para a orientação política da energia atômica em todos os seus aspectos.

1957 – Agência Internacional de Energia Atômica: o seu objetivo é a promoção do uso pacífico da energia nuclear e o desencorajamento dos usos para fins militares de armas nucleares.

         • Reator IEA.R1 – SP: reator de pesquisa tipo piscina, moderado e refrigerado a água livre e que utiliza elementos de berílio e de grafite como refletores.

1959 – Projeto Mambucaba: Superintendência criada para coordenar e executar todas as medidas econômicas, administrativas e financeiras relativas à implantação de centrais nucleares.

1962 – Criação do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) para abrigar, no Rio de Janeiro, o reator nuclear de pesquisa Argonauta.

1965 – Reator Argonauta: batizado Argonauta, o reator foi desenvolvido segundo projeto do laboratório americano de Argonne. Redesenhado e construído com 93% de componentes nacionais, atingiu sua primeira criticalidade em 20 de fevereiro de 1965.

1971 – Criação da Companhia Brasileira de Tecnologia Nuclear (CBTN) com a finalidade de: realizar pesquisas em jazidas de minérios nucleares, desenvolver tecnologia nuclear para o tratamento de minérios e produção de combustível e instalar usina de enriquecimento de urânio e componentes para reatores.

1972 – Início da construção de Angra 1.

1974 – A Companhia Brasileira de Tecnologia Nuclear (CBTN) passa a ser denominada Nuclebrás, com o objetivo de executar o Programa Nuclear Brasileiro (PNB), em cooperação com a Alemanha.

1975 – São criadas as empresas subsidiárias da Nuclebrás, sendo elas:

• Nuclebrás Engenharia S.A. (NUCLEN)

• Nuclebrás Auxiliar de Mineração (NUCLAM)

• Nuclebrás Monazita (NUCLEMON): pesquisa de tório de areias monazíticas

• Nuclebrás Enriquecimento Isotópico S.A (NUCLEI)

• Nuclebrás – STEAG: para desenvolvimento de jato centrífugo

• Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (NUCLEP)

1976 – Iniciada a obra de construção de Angra 2.

1980 – Inauguração da fábrica da NUCLEP, em Itaguaí, em 8 de maio de 1980.

           • Criação Nuclebrás Construtora de Centrais Nucleares S.A. (NUCON)

1981 – A NUCLEP iniciou a fabricação de componentes para a usina nuclear de Angra 2 e Nuclear Power Plant (NPP4).

1984 – Angra 1 recebe da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a licença para operação comercial

        • Desaceleração nas obras de Angra 2 devido à crise econômica; NUCON desativada; NUCLEP busca novos mercados e passa a fabricar componentes para outros setores da indústria.

1986 – A NUCLEP passou a desenvolver tecnologia na fabricação de cascos resistentes para submarinos IKL-1400 da Marinha do Brasil.

1987 – Anuncio do presidente Sarney em cadeia de rádio e TV declarando que “o Brasil já domina todas as técnicas para enriquecer urânio por ultracentrifugação”.

1988 – A aproximação entre os presidentes do Brasil e da Argentina, José Sarney e Raúl Afonsín, respectivamente, deu início a uma relação de confiança, selada com a visita de José Sarney à usina atômica de Pilcaniyeu e com a visita de Raúl Alfonsín à usina da Marinha em Aramar.

       • Mudanças promovidas por José Sarney:

        - A Nuclebrás passou a denominar-se Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (INB) vinculada Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN);

       - Dissolução da NUCLEI e NUCLAM;

       - O controle acionário de Angra 1 e os canteiros de Angra 2 e 3 são transferidos para o controle de Furnas.

1989 – As ações da NUCLEN são transferidas da INB para a Eletrobrás e as da NUCLEP são transferidas para a CNEN.

         • NCP – Certificação ASME VIII: a certificação ASME atesta a capacidade do fabricante de construir caldeiras e/ou vasos de pressão de acordo com as normas ASME.

1993 – A Marinha inaugura o Tamoio, primeiro submarino de fabricação nacional com casco fabricado pela NUCLEP.

1994 – As subsidiárias NUCLEI e NUCLEMON são incorporadas à INB.

           • NCP – Certificação ISSO 9001.

1997 – Criação da Eletronuclear, proveniente da fusão da área nuclear de Furnas e da NUCLEN.

2000 – Entra em operação a usina de Angra 2.

2001 – Projetos realizados:

          - CBC/Mitsubishi: reatores de óxido de etileno;

          - Petrobras/Cenpes: câmara hiperbárica;

          - Pressurizador para Usina Nuclear de Angra 3;

2002 – NCP – Certificação ASME III

2003 – Projeto realizado: vaso de pressão do reator (protótipo) para Instalação Nacional da Água Pressurizada (INAP) do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

 

2005 – Projetos realizados:

          - Petrobras: viga Cantilever para a Plataforma P-3, linha completa de montagem de painéis e casco de Plataformas P-51 e P-56.

         • Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa da entrega dos primeiros blocos do casco da plataforma P-51 fabricados pela NUCLEP.

 

2007 – Projetos realizados:

           - ALSTOM: componentes para usinas hidroelétricas.

           - Dois geradores de vapor para Usina Nuclear de Angra 1.

2010 – Projetos realizados:

           - IMPSA: sete Pré-distribuidores.

           - AKZ: carcaças para turbina a gás.

           - GE-USA: carcaças de exaustão para turbinas de vapor.

2011 – NUCLEP inicia o processo de fabricação dos cascos resistentes para 4 submarinos da classe Scorpène, de tecnologia francesa, para a Marinha do Brasil.

2013 – Tampa do vaso de pressão do reator de Angra 1.

2014 – Em setembro, a NUCLEP entregou à Itaguaí Construções Navais (ICN) a seção de qualificação dos submarinos classe Scorpène.

2015 – Em setembro, a NUCLEP entregou à Marinha do Brasil a seção (2B) do Submarino SBR-1.

 

 


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